Temporada de Música Xiquitsi 2025 3ª Serie
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Temporada de Música Xiquitsi 2025 3ª Serie

PROGRAMA

06 Dez. | 11h | Teatro Scala

1º Concurso de Composição Xiquitsi

Com obras de:
Francisco Fumo, Hilário Vasco Manhiça, Humberto Tandane Júnior e Queirós Júlia


07 Dez. | 15h | Paróquia Dom Bosco do Bagamoyo

Canção do Folclore Zimbabweano – Senzeni na?
Allan NaplanAl Shlosha D’varim
Fransisco MahecuaneModascavalo
Ralph MateskyMarcha no estilo de Coerlli
Klaus BadeltPirates das Caraíbas
Jacques OffenbachBarcarolle
John NewtonAmazing Grace
Enoch SontongaHosi Katekisa África
Fany MpfumoAvasati va lomu (arranjo: Francisco B. Fumo)
Cancioneiro PopularMamana Rosita
Cancioneiro PopularSalanine

Letícia Malungane – soprano
Patrícia Malungane – contralto
Leonildo Samo Chilenge – tenor
Eduardo Lalo Alemán – Coordenação Orquestra Infantil
Yara Carvalho – coordenação Coro Infantil
Chevy wa Gune e Lucas Macuacua – Coordenação Ensemble de Percussão

Orquestra Infantil, Coro Infantil e Ensemble de Percussão Xiquitsi


13 Dez. | 19h | Igreja Santo António da Polana

Noite para as Famílias

A. Vivaldi – Concerto para cordas em Sol Maior RV157
J.S. Bach / C. GounodAve Maria
J.S. Bach – Concerto para Oboé e Violino em Dó menor, BWV 1060R
Adolphe Adam arr. Guy BergeronMinuit chrétiens
John NewtonAmazing Grace
John Francis WadeO Come, All Ye Faithful
Christopher TinBaba Yetu
Mykola LeontovychCarol of the bells
John WilliamsSomewhere in my memory
Traditional Xhosa arr. Michael BarrettNdikhokhele Bawo
E. ChissanoAgnus Dei da “Missa para o meu Sol”, opus 1
G. F. HändelHallelujah

Yara Carvalho – soprano
Francisca Fins Zlotnikov – violino
Kika Materula – oboé
Herminda Sucena Nela – Coordenação Coral

Orquestra e Coro Xiquitsi

Biografias

Lucas Zeferino Macuácua

Nascido a 1 de Julho de 1975, inicia a sua carreira artística em 1989 no Bairro Unidade 7 no projecto Novos Raios onde fazia dança com professor Casimiro Nhusi, entre outros, liderados pelo Mestre Eduardo Durão, membro da Companhia Nacional de Canto e Dança.

Em 1993, foi convidado para ser membro da Companhia de Canto e Dança Milorho como dançarino e músico tendo participado em vários projectos de intercâmbio cultural, festivais e workshops em vários países. Em 1997, foi convidado pela Comissão Nacional para UNESCO para integrar no projecto Clubes da UNESCO de Moçambique, como monitor de dança e música, formando jovens de 15-20 anos de idade.

É membro fundador de diferentes grupos culturais como: Timbila Muzimba (1997), integrando como coordenador, compositor, bailarino, percussionista dos  agrupamento:

Amor da Noite (2000) grupo de canto e dança que já desenvolveu actividades de  investigação, sensibilização em parceria com o MICOA e Visão Mundial;

Associação Cultural Warethwa (2003) que em 2009 esteve envolvido na criação de um programa para comunidades;

Orquestras Amadoras das Comunidades (2009), direccionado para jovens dos bairros Unidade 7, Aeroporto e Hulene, tendo dado formação na área do fabrico tambores e execução prática; Federação das Associações Culturais de Moçambique – FACUM (2020).

Lucas Macuacua, é professor de percussão no Projecto Xiquitsi desde 2018.

 

Yara da Conceição Pedro Carvalho

Nascida em 22 de Abril de 1997, em Moçambique, desde tenra idade que a sua paixão pela música se manifesta. Começou a cantar no grupo coral da igreja e, em 2016, incentivada pelo maestro, participou da audição para ingressar no Projecto Xiquitsi, onde foi admitida nas classes de viola d’arco e coro, permanecendo na última até então.

Em 2019, começou a desempenhar a função de Monitora do Coro Infantil do Projecto Xiquitsi, onde ensina teoria musical, técnica vocal e prepara o repertório coral para crianças dos 6 aos 12 anos.

Ao longo da sua carreira, participou em diversos workshops e masterclasses com músicos nacionais e internacionais, incluindo Raimondo van Staden-Slabbert, Mikkel Fjeld Skorpen, Marina Pacheco, Mariana Carrilho, Lenna Bahule entre outros,  e enquanto membro do Coro Xiquitsi, trabalhou sob a batuta de músicos como Carlos Pereira, Lunathi Ncamani, Kendra Balmer, Vítor Martins, Ágata Ricca, Júlio Pitthan entre outros.

Participou ainda de festivais e concursos, como o Festival de Música de Santa Catarina- FEMUSC no Brasil (2025), NEOJIBA- Contecta no Brasil (2025), Festival Kugoma (2023) e o Concurso Fest Coros (STV) em 2018 com o grupo Soul n’Melody, do qual foi membro fundador.

O seu repertório individual inclui obras de Puccini, Offenbach, Purcell, Mozart, Vivaldi e Edilson da Conceição, destacando-se a interpretação da personagem Juno na ópera Orfeu nos Infernos.

Para além da música, Yara frequenta o curso de Organização e Gestão da Educação na Universidade Eduardo Mondlane.

Cheny Wa Gune

Nome artístico de Geraldo António Mahuaie, é um músico multi-instrumentista, compositor, intérprete, produtor musical, professor e pesquisador especializado na construção de instrumentos musicais moçambicanos como a timbila, chitende, chigovia e tambores. O seu trabalho explora a fusão entre instrumentos musicais de Moçambique e os convencionais, criando uma sonoridade única e inovadora.

Nascido em 1 de agosto de 1980, na cidade de Maputo, Cheny Wa Gune vem de uma família de músicos da província de Inhambane, distrito de Zavala, localidade de Gune. Desde cedo, foi influenciado pelo rico património musical da sua região. Em 1992, começou a sua formação na Escola de Canto e Dança Novos Raios, no bairro Unidade 7, nos arredores de Maputo. Também passou pela Organização Nacional dos Continuadores de Moçambique.

Em 1997, foi cofundador da banda Timbila Muzimba, com a qual ganhou destaque, tanto em Moçambique quanto internacionalmente, realizando várias digressões. Em 2007, deu início à sua carreira a solo com o projeto Cheny Wa Gune Quarteto, alcançando grande sucesso nos últimos anos, participando em festivais em Moçambique, Europa, América Latina e Ásia. Cheny também tem colaborado em projetos de intercâmbio cultural que envolvem artistas nacionais e internacionais, destacando-se pelo seu papel na promoção da música moçambicana.

Atualmente, Cheny Wa Gune está a concluir a sua licenciatura em música na Escola de Comunicação e Artes da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), onde também actua como monitor na cadeira de Timbila. Ele é membro da banda TP50, ministra aulas de timbila na Academia de Música Crossroads e é professor de percussão no Projeto Xiquitsi. Em 2024, foi uma das grandes atrações da 11ª edição do Festival Azgo e, em agosto do mesmo ano, actuou no 28º Festival M’saho em Zavala.

Além de sua carreira musical, em fevereiro de 2024, lançou a sua própria marca de timbila, chamada Wa Gune “WG”, contribuindo para a preservação da memória e da identidade moçambicana.

Eldevina Materula – KM

Eldevina Materula, também conhecida por Kika Materula, iniciou os seus estudos musicais aos 7 anos de idade na Escola Nacional de Música de Maputo em Moçambique, sua terra natal.

Em 1995, dá continuidade aos seus estudos em Portugal onde tem o seu primeiro contacto com o oboé, na Escola Profissional de Música de Évora. Terminou a sua licenciatura na Escola Superior de Música de Lisboa na classe de oboé do prof. Andrew Swinnerton, e de música de câmara, na classe da prof. Olga Prats em 2005 com 19 valores. Nesse mesmo ano, ingressa na Malmö Academy of Music- Suécia, terminando a sua Pós-Graduação em “Performance in Music” na classe do professor Bjorn Carl Nielsen.

Em 2001, foi vencedora da XVI edição do Prémio Jovens Músicos, em Portugal na categoria de Oboé.

Durante a sua formação frequentou vários cursos de aperfeiçoamento com professores de renome como, Thomas Indermüller, Ernest Rombout, H. Shellenberger, Alex Klein, Christian Wetzel, Francois Lelleux entre outros.

Num percurso artístico dividido entre a performance, pedagogia e gestão cultural, realizou concertos nas principais salas de concerto Europeias, bem como em Moçambique, África do Sul,  Angola e Brasil.

Colaborou com a Orquestra Clássica da Madeira, Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, Orquestra Sinfonieta de Lisboa, Orquestra Gulbenkian, Malmö Symphonie Orchestra (Suécia), Malmö Opera Orchestra, Danish Radio Sinfonietta (Dinamarca), Orquestra Sinfónica da Bahia (Brasil), Kwazulu Natal Philharmonic Orchestra (África do Sul) entre outras.

Como solista, colaborou com a Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, Orquestra Nacional do Tejo, Orquestra Gulbenkian (PJM 2001), Kwazulu Philarmonic Orchestra e com a Johannesburg Festival Orchestra.

Enquanto docente, trabalhou na Escola profissional de Música de Évora, na Escola de Música de Palmela, no Projeto Neojibá (Brasil) e na Academia de Música Costa Cabral.

Em Maio de 2016 foi condecorada com a medalha da Ordem de Mérito Infante D. Henrique pelo Presidente da República Portuguesa – Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa.

Foi membro da Orquestra Sinfónica do Porto Casa Música de 2009 a 2025.

Eldevina Materula, foi Ministra da Cultura e Turismo da República de Moçambique, de 2020 a Janeiro de 2025.

Convicta do poder da música enquanto ferramenta de transformação social, actualmente dedica maior parte do seu tempo a gestão cultural e educação, sendo Directora e fundadora do Projecto Xiquitsi desde 2013, este que é um projecto social pioneiro em Moçambique, oferecendo formação orquestral e coral gratuíta a centenas de jovens e crianças, aliado a Temporada de Música, proporcionando ao público Moçambicano, acesso a concertos de alto nível artístico protagonizados pelos jovens formandos e artistas de renome internacional .

Francisca Fins Zlotnikov

Francisca Fins nasceu em 1980. Iniciou os seus estudos musicais aos 8 anos de idade com aulas privadas de piano e iniciação musical.

Em 1992 ingressa na Escola Profissional e Artística do Vale do Ave – ARTAVE, onde conclui, em 1998, o curso de Instrumentista de Cordas com o Professor Alberto

Gaio Lima.

Fez parte da Orquestra das Escolas de Música orientadas pelo Maestro Leonardo de Barros nos estágios de 95,96 e 97.

Frequentou cursos de aperfeiçoamento com Gerardo Ribeiro, Boris Kuniev, Yfrah Nyman, Lydia Mordkovich, Angélique Loyer, Jan Dobrzelewski e David Lefévre.

Foi concertino da Orquestra Nacional do Tejo e professora da AMO (Academia de Música da Orquestra Nacional do Tejo).

Concluiu a licenciatura em Violino pela Escola Superior de Música em 2003, classe do Professor Aníbal Lima e em Música de Câmara na classe da Professora Olga

Prats.

É membro fundador da Camerata Atlântica sob a direcção da violinista Ana Beatriz Manzanilla contando já com três trabalhos discográficos.

Participou em vários festivais de música de câmara, entre os quais, Festival Credomatic (Costa Rica), Temporada de Música Clássica Xiquitsi, St Barth Music

Festival , FIMPV( Póvoa do Varzim), Festival dos Capuchos, Bragança Classic Fest, entre outros.

Colabora frequentemente com a Orquestra Gulbenkian, Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, Sinfonietta de Lisboa, Orquestra Sinfónica Portuguesa,

Orquestra Metropolitana, Ensemble Mpmp, Ensemble Ava, Capdeville Ensemble, entre outras.

Herminda Sucena Nela

Nascida em Maputo, frequentou o curso de Economia na Universidade Pedagógica (UP) e é integrante do Xiquitsi desde 2016, na classe de Coro. Trabalhou sob orientação dos professores:  Maria Guimarães, Carlos Pereira, Lunathi Ncamani, Kendra Balmer, Victor Martins, Ágata Ricca entre outros.

Participou de masterclasses orientadas por cantores como:  Mikkel Skorpen, Marina Pacheco, Mariana Carrilho, Cecília Rodrigues, Tiago Matos, Paulo Lapa e Joana Nascimento entre outros. Em 2018, fez introdução à composição com o prof. Felipe Fernandes. Participou do curso online de Introdução à Direcção Orquestral sob orientação de Cesário Costa em 2021.

Em 2019 e 2023, interpretou “Cupido” na ópera Orfeu nos infernos de Offenbach. Participou, em 2020, do Coro virtual no “Musical Solidarity Project”, interpretando a obra Va Pensiero de G. Verdi.

Em 2023, participou de uma residência artística na Escola Superior de Música de Lisboa (ESML) nas turmas dos cursos de licenciatura em Canto e Direcção coral, beneficiando de uma bolsa de Viagem do PROCULTURA para o efeito, e ainda participou na apresentação da animação de curta metragem “Prazer da vida” onde cantou para a trilha sonora junto ao coro de câmara da ESML, orientada pelo professor Paulo Lourenço.

Sob orientação do músico Cheny Wa Gune, cantou para a trilha sonora do filme/documentário “Kutchinga” de Sol de Carvalho, com estreia a Março de 2024.

Em 2025 participou do programa Neojiba Conecta, em Salvador da Bahia, onde trabalhou sob orientação da prof. Lucie Barluet.

Herminda Sucena Nela, é coordenadora da classe do Coro Xiquitsi desde Março de 2025.

Eduardo Jose Alemán

Nascido num núcleo familiar artístico, Lalo como é carinhosamente conhecido, iniciou a sua formação em música desde muito cedo, nas classes de coro, guitarra e piano. Em 2013, termina a sua formação na especialidade de Contrabaixo, no Conservatório Superior da Cidade de Buenos Aires, na Argentina.

Lalo, integrou vários agrupamentos musicais na sua terra natal, a saber: Orquestra estudantil de Buenos Aires como chefe de naipe, fez igualmente parte do Ensemble Sinfónico XXI, e Orquestra Trampem, com os quais realizou várias turnês de norte a sul do País.

Músico multifacetado, desde muito cedo tem colaborado com diversos agrupamentos de música popular como: Mitimaes, Guala, Kunalayku, Maderas del Rio de la Plata, tendo-se também senvolvido na área da composição, gravando seu Album solista de Guitarra “Nuevos Caminos”.

De 2014 a 2019 colaborou como professor, com o Projeto NEOJIBA, em Salvador da Bahia- Brasil, tendo feito parte da Orquestra Juvenil da Bahia. Neste âmbito, realizou várias turnês nacionais e internacionais em Países como França, Itália, Suiça entre outros.

Desde 2017, no âmbito de um intercâmbio com o Projeto NEOJIBA, Lalo colabora com o Programa Xiquitsi como professor e compositor..

Xiquitsi

O projecto Xiquitsi foi fundado  em Março de 2013 nas suas duas vertentes a saber: Temporada de Música Clássica de Maputo e Formação de Orquestras e Coros de Moçambique, ambos interligados entre si, na medida em que os músicos convidados da Temporada orientam workshops, palestras e oficinas musicais aos jovens formandos.

Este projecto conta hoje com mais de 250 alunos entre crianças e jovens das escolas públicas da cidade e provincia de Maputo, que provêm das mais diversas camadas sociais e que têm acesso livre e gratuíto ao ensino de música. O projecto é inspirado naquele que é considerado o maior exemplo de sucesso de inserção social através do ensino colectivo de música – o Venezuelano “El Sistema”.

O Xiquitsi lecciona hoje instrumentos das classes de corda, sopros, percussão e luthieria, tendo-se tornado numa verdadeira incubadora de talentos, tendo alguns dos seus algunos ingressado em instituições de ensino superior em Moçambique e no estrangeiro.

Desde a sua fundação o Xiquitsi tem colaborado com as mais variadas entidades públicas, privadas e Embaixadas acreditadas em Moçambique

Nomes como: Paulina Chiziane, Iolanda Kakana, Gabriel Chiau, Timbila Muzimba, Xixel Langa, Hortêncio Langa, Calane da Silva, Stewart Sukuma, Wazimbo, Deltino Guerreiro, Mingas, Narf,  Nicola Paskowsky, José Olivetti, Sara Braga Simões, Mário Alves, Avri Levitan, Xuan Du, Audun Sandvik, Natasha Kudritskaya, Chen Halevi, Manuel Rego, Maya Egashira, Daniel Moreira, Luis Magalhães, Paulo Pacheco, Peter Martens, David Juritz, entre outros, fazem parte de um vasto leque de artistas que colaboraram com o Xiquitsi ao longo dos últimos 12 anos de existência deste Projecto.

O projecto Xiquitsi é uma iniciativa da Assossiação para o Desenvolvimento Cultural – Kulungwana, concebido por  Kika Materula, oboísta Moçambicana e solista na Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música- Portugal,  que assume o papel de Directora deste mesmo Projecto.

 

Patrocínios


Parceiros


Apoios


Parceiros de Comunicação

Detalhes do projecto
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