Temporada de Música Xiquitsi 2025 2ª Serie
Temporada de Música Xiquitsi 2025 2ª Serie
Temporada de Música Xiquitsi 2025 2ª Serie
Temporada de Música Xiquitsi 2025 2ª Serie
Temporada de Música Xiquitsi 2025 2ª Serie

Temporada de Música Xiquitsi 2025 2ª Serie

PROGRAMA

26 Set. | 19h | Centro Cultural Moçambique – China

Noite Clássica

Tradicional Xitsonga – Indodana, arr. Michael Barrett e Ralf Schmitt
Nossa pátria, conduzida a duas vozes CC, F. 214
Da catedral, conduzidas a duas vozes Hu, f. 131–132v
Belat vocatur, motete-conductus a quatro vozes Hu, f.82–83
R. Strauss – Morgen, para tenor e piano
R. Schumann – Abendlied, opus 85, nr 12 para oboé e piano
H. Villa-Lobos – Festa no Sertão
Estêvão Chissano – Quinteto para Cordas nr 1
I. Kuva (nascer do sol)
II. Xivangwa/avangwa (tornado)
III. Movva ya Mananga ( vento do deserto )
IV. Xidzedeve (tempestade)
V. Kupele Ka Dlambu ( pôr do sol )

Benjamin Britten – Simple Symphonie, opus 4
I. Boisterous Bourrée
II. Playful Pizzicato
III. Sentimental Sarabande
IV. Frolicsome Finale

Intérpretes:
Cláudio Miguel – Africa
Andre Weber – Pie Jesu
Tradicional Changana – Kuiya Moya/Ke nna yo Morena, arr. Estêvão Chissano
Tradicional Sotho – Ts’ela Moya/Ke nna yo Morena, arr. Michael Barrett
Tete Jacomele – Ukim’themba Ngiyam’cabanga

Intérpretes:
Aleksandra Kepa – oboé, Celina Matsinhe – piano, Nelio Samilo – tenor,
Herninda S. Nela – soprano, Duo Vera Mónica e Rita Marquez,
Maria João Rocha, Estêvão Chissano – direcção, Coro EGERRA, Coro Xiquitsi


27 Set. | 19h | Igreja Santo António da Polana

Noite Clássica

Deus é clemência. Conductus Códice das Huelgas f. 161 | Ave Regina / Alma redemptoris / [Alma] – motete a três vozes Hu, f. 131v | Mater, pater et filia – conductus a três vozes Hu, f.147v | Gaude Virgo plena deo, conductus monódico Hu, f.73v

A GUERRA

Nossa phalanx, conductus a duas vozes CC, F. 214 | Regi perennis hodie, himno monódico – Códice Calixtino, f. 139 | Con-gaudeant catolici, conductus a três vozes CC, F.214 | Psallat chorus celestium, himno monódico CC, f.110v

A MORTE

Audi ponti, scemus Hu, f.167v | Homo miserabilis/Brumas seet mort, motete a duas vozes Hu, f.127v | Benedicamus domino, conductus a 3 vozes Hu, f.131

O PECADO

Hypocrife pseudoqu’idolatrus/O quam sancta? | Et gaudete, motete a três vozes Ma, f.132v | In saeculum, hoquetus a três vozes CC, F.80 | Ave maris stella, conductus monódico a duas vozes Hu, f.131–132v | Bella vocatur, motete-conductus a quatro vozes Hu, f.82–83 | Códice das Huelgas: | Códice de Madrid CC | Códice Calixtino | Liber Vermell de Montserrat: Laudemus virgo/Magnificat simul/Exultemus et letemur orem | Codex las Huelgas: Et illiustri

Intérpretes:
Maria João Rocha, Aleksandra Kepa – oboé,
Andre Weber – Pie Jesu
Josef Rheinberger – Abendlied | Duo Vera Mónica e Rita Marques |
Tradicional Sesoto – Tsela Moya/Ke nna yo Morena, arr. Estêvão Chissano – com participação da soprano Herninda S. Nela

Direcção: Estêvão Chissano – Maestro
Mestres de Verbo:
Voz e direcção: Fabiana Sans Arcílogos – voz, percussão e codireção
Rúbina De La Feunte Vilareal – voz
Julia Marty – voz
Coro Xiquitsi


28 Set. | 15h | Centro Cultural Municipal Ntsindya

Concerto para Pais e Filhos

Tradicional Sotho – a duas vozes, Cape Town Ensemble, CC, f.105v
Catedral de Jesucristo – Cântico Sangue, Maria 30
Tradicional Changana – Kuiya Moya/Ke nna yo Morena
Tradicional Xitsonga, arr. Michael Barrett – Minha pátria
Tradicional Tsonga, arr. Michael Barrett – Shinhekamina

Intérpretes:
Cláudio Miguel – Africa
Andre Weber – Pie Jesu
Oscar Sarzo – Yololo – yelela, zeyera

Estêvão Chissano – Maestro
Sofia Lopes – piano
Aline Chissano – voz
Agnete Weiss – violino
Nataniel Coreia – percussão
Maria Yoshikawa – oboé
Michael Barrett

Tradicional Changana – Tsela Moya/Ke nna yo Morena, arr. Michael Barrett
Estêvão Chissano – Maestro
Mestres de Verbo:
Fabiana Sans Arcílogos – voz, percussão e co-direcção
Rúbina De La Fuente-Villareal – voz
Julia Marty – voz
Coro Xiquitsi

Biografias

Egeria

Egeria é um conjunto vocal feminino que deixou a sua marca indelével nos principais palcos Espanhois, oferecendo mais de uma centena de concertos, que cativaram a todo o tipo de audiências. O seu trabalho, tem recebido o grandes reconhecimentos, tendo sido galardoado com o “Selo do FestClásica 2024”, o prémio “ GeMA de la Prensa a melhor grupo de 2024”, “ Prémio GEMA a melhor grupo de Música Medieval” e ainda o apoio do Ibermúsicas 2023. Para além disso, o seu primeiro disco “ Imperatrix Agatha”, recebeu o prémio MIN a melhor álbum clássico 2024 e o prémio GEMA do público a melhor disco 2024.
Fundado por Lucía Martín-Maestro Verbo e Fabiana Sans Arcílagos, EGERIA especializa-se no período da “ Ars Antígua”, levando a música medieval a novos horizontes. O seu enfoque vibrante e acessível, educa e conecta, resgatando a riqueza cultural que constitue um legado colectivo, convertendo-o numa celebração de uma história comum.
EGERIA não somente interpreta música, mas democratiza o acesso a um património cultural fundamental que necessita ser vivido para existir. A sua missão é clara: fazer com que a música medieval se faça sentir no presente, conectando as pessoas com a sua história e herança. Com cada actuação, Egeria convida ao público a embarcar numa viagem sonora e única, onde as melodias de épocas passadas se entrelaçam com um enfoque fresco e acessível.
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 Ricardo Castro

Nascido em Vitória da Conquista, Bahia, Ricardo Castro é pianista, maestro, educador e líder cultural, com uma vida dedicada ao poder transformador da música. Há quase cinco décadas, sua trajetória artística atravessa as grandes salas de concerto do mundo, salas de aula e iniciativas sociais — da atuação como solista com orquestras de renome a projetos visionários que moldam novas gerações.

Castro fez sua primeira apresentação pública aos quatro anos e, pouco depois, foi admitido nos Seminários de Música da Universidade Federal da Bahia, sob a orientação de Esther Cardoso, destacada discípula de Marguerite Long. Seus primeiros anos foram marcados por uma musicalidade excepcional e uma paixão pela descoberta, traço que se tornaria constante em sua carreira.

Aos 19 anos, mudou-se para a Europa e ingressou no Conservatório de Genebra, onde estudou piano com Maria Tipo e regência com Arpad Gerecz. Rapidamente ganhou destaque internacional, conquistando os primeiros prêmios em competições como o Concurso Rahn (1985), o Prêmio Pembaur (1986), o Concurso ARD de Munique (1987) e o Concurso Géza Anda em Zurique (1988). Sua formação artística se aprofundou ainda mais em Paris, ao lado do pianista Dominique Merlet, que se tornaria seu mentor.

Em 1993, venceu o Concurso Internacional de Piano de Leeds, tornando-se o primeiro e único sul-americano a conquistar esse prêmio. A vitória o levou a apresentações com orquestras como a Gewandhaus de Leipzig, a Tonhalle de Zurique e a BBC Philharmonic, além de colaborações com figuras como Sir Simon Rattle, Martha Argerich e Maria João Pires.

Sua atuação ultrapassa o palco e se estende à regência, à educação e ao empreendedorismo cultural. Em 2007, fundou o NEOJIBA (Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia), um programa social pioneiro que oferece formação orquestral e coral gratuita a milhares de crianças e jovens em toda a Bahia. Com esse trabalho, tornou-se referência internacional na área de transformação social por meio da música.

Castro já dirigiu orquestras do NEOJIBA em apresentações aclamadas na Europa e nas Américas, incluindo salas como o Concertgebouw de Amsterdam, a Philharmonie de Paris e a Santa Cecilia de Roma.

Em paralelo à atuação artística e social, mantém forte compromisso com a educação. Leciona piano desde 1992 na Suíça, inicialmente na HEMU (Lausanne, Valais, Fribourg) e, desde 2020, na Haute école de musique de Genève, onde é atualmente o chefe do Departamento de Teclado. Na Scuola di Musica di Fiesole, na Itália, ensina regência a partir do piano, unindo visão interpretativa e liderança musical.

Herminda Sucena Nela

Nascida em Maputo, frequentou o curso de Economia na Universidade Pedagógica (UP) e é integrante do Xiquitsi desde 2016, na classe do Coro e Direcção. No Coro, teve orientação de: Maria Guimarães, Carlos Pereira, Lunathi Ncamani, Kendra Balmer, Victor Martins, Ágata Ricca e mais.

Participou de masterclasses orientadas pelos cantores: Mikkel Skorpen, Marina Pacheco, Mariana Carrilho, Cecília Rodrigues, Tiago Matos, Paulo Lapa e Joana Nascimento. Em 2018, fez introdução à composição com Felipe Fernandes. Participou do curso online de Introdução à Direcção Orquestral sob orientação de Cesário Costa e em 2022 juntou-se a turma de direcção coral orientada pela Ágata Ricca.

Em 2019 e 2023, interpretou “Cupido” na ópera Orfeu nos infernos de Offenbach. Participou, em 2020, do Coro virtual no “Musical Solidarity Project”, cantando Va Pensiero de Verdi.

Em 2023, fez uma residência artística na Escola Superior de Música de Lisboa (ESML) nas turmas dos cursos de licenciatura em Canto e Direcção coral, usufruindo da bolsa de Viagem da PROCULTURA e ainda participou na apresentação da animação de curta metragem “Prazer da vida” onde cantou para a trilha sonora junto ao coro de câmara da ESML, orientada pelo professor Paulo Lourenço.

Sob orientação do músico Cheny Wa Gune, cantou para a trilha sonora do filme/documentário “Kutchinga” de Sol de Carvalho, com estreia a Março de 2024.

Em 2025 participou do programa Neojiba Conecta, em Salvador da Bahia, onde esteve sob orientação de Lucie Barluet.

Actualmente é coordenadora da classe do Coro Xiquitsi.

Kika Materula

Eldevina Materula, também conhecida por Kika Materula, iniciou os seus estudos musicais aos 7 anos de idade na Escola Nacional de Música de Maputo (Moçambique).

Em 1995, já em Portugal dá continuidade aos seus estudos musicais e tem o seu primeiro contacto com o oboé. Terminou a sua licenciatura na ESML na classe do prof. Andrew Swinnerton (oboé), e prof. Olga Prats (Música de câmara). Na Malmö Academy of Music, terminou a sua Pós Graduação na classe do professor Bjorn Carl Nielsen.

Durante a sua formação frequentou vários cursos de aperfeiçoamento com os professores Thomas Indermüller, Ernest Rombout, H. Shellenberger, Alex Klein, Christian Wetzel, Francois Lelleux entre outros.

Realizou concertos de Norte a Sul de Portugal, bem como em Espanha, Alemanha, França, Dinamarca, Suécia, Angola, Moçambique, Brasil entre outros. Em 2001 venceu a XVI edição do Prémio Jovens Músicos na categoria de oboé.

Colaborou como convidada com a Orquestra Clássica da Madeira, Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, Orquestra Sinfonieta de Lisboa, Orquestra Gulbenkian, Malmö Symphonie Orchestra (Suécia), Malmö Opera Orchestra, Danish Radio Sinfonietta (Dinamarca), Orquestra Sinfónica da Bahia (Brasil), Kwazulu Natal Philharmonic Orchestra (África do Sul) entre outras.

Tocou a solo com a Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, Orquestra Nacional do Tejo, Orquestra Gulbenkian (PJM 2001), Orquestra Sinfónica da Bahia, Orquestra de Câmara Portuguesa, Kwazulu Philarmonic Orchestra e com a Johanesburg Festival Orchestra.

Enquanto docente, trabalhou na Escola profissional de Música de Évora, na Escola de Música de Palmela, no Projeto Neojibá (Brasil) e na Academia de Música Costa Cabral.

Em  Maio de 2016 foi condecorada com a medalha da Ordem de Mérito  Infante D. Henrique pelo Presidente da República Portuguesa- Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa.

É membro da Orquestra Sinfonica do Porto Casa da Música desde 2009.

Eldevina Materula, é Directora do Projecto Xiquitsi/Temporada de Música desde a sua fundação em 2013, tendo interrompido estas mesmas funções em 2020 quando da sua nomeação para Ministra da Cultura e Turismo da República de Moçambique  ( 2020- 2024).

Xiquitsi

O projecto Xiquitsi foi fundado  em Março de 2013 nas suas duas vertentes a saber: Temporada de Música Clássica de Maputo e Formação de Orquestras e Coros de Moçambique, ambos interligados entre si, na medida em que os músicos convidados da Temporada orientam workshops, palestras e oficinas musicais aos jovens formandos.

Este projecto conta hoje com mais de 250 alunos entre crianças e jovens das escolas públicas da cidade e provincia de Maputo, que provêm das mais diversas camadas sociais e que têm acesso livre e gratuíto ao ensino de música. O projecto é inspirado naquele que é considerado o maior exemplo de sucesso de inserção social através do ensino colectivo de música – o Venezuelano “El Sistema”.

O Xiquitsi lecciona hoje instrumentos das classes de corda, sopros, percussão e luthieria, tendo-se tornado numa verdadeira incubadora de talentos, tendo alguns dos seus algunos ingressado em instituições de ensino superior em Moçambique e no estrangeiro.

Desde a sua fundação o Xiquitsi tem colaborado com as mais variadas entidades públicas, privadas e Embaixadas acreditadas em Moçambique

Nomes como: Paulina Chiziane, Iolanda Kakana, Gabriel Chiau, Timbila Muzimba, Xixel Langa, Hortêncio Langa, Calane da Silva, Stewart Sukuma, Wazimbo, Deltino Guerreiro, Mingas, Narf,  Nicola Paskowsky, José Olivetti, Sara Braga Simões, Mário Alves, Avri Levitan, Xuan Du, Audun Sandvik, Natasha Kudritskaya, Chen Halevi, Manuel Rego, Maya Egashira, Daniel Moreira, Luis Magalhães, Paulo Pacheco, Peter Martens, David Juritz, entre outros, fazem parte de um vasto leque de artistas que colaboraram com o Xiquitsi ao longo dos últimos 12 anos de existência deste Projecto.

O projecto Xiquitsi é uma iniciativa da Assossiação para o Desenvolvimento Cultural – Kulungwana, concebido por  Kika Materula, oboísta Moçambicana e solista na Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música- Portugal,  que assume o papel de Directora deste mesmo Projecto.

 

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